Falésias de basalto e areia dourada na costa, cenário das praias de Torres ao entardecer

Praias de Torres: roteiro do Molhes à Itapeva

As praias de Torres cabem numa orla curta, diferente do restante do litoral gaúcho. Em poucos quilômetros o basalto corta a areia, o Rio Mampituba encontra o Atlântico e a falésia da Guarita fecha o cartão-postal. A sequência de norte a sul cabe num fim de semana, com banho, caminhada e uma mesa perto da areia.

Resposta rápida

As praias de Torres, de norte a sul, começam na Praia dos Molhes, na barra do Mampituba, divisa com Passo de Torres (SC). Seguem a Praia Grande, a Prainha (Praia do Meio), a Praia da Cal, a Praia da Guarita, no Parque Estadual José Lutzenberger, a Praia de Itapeva e, no extremo sul, a Lagoa do Jardim e o Paraíso, na direção de Arroio do Sal.

A Praia Grande é a mais movimentada e a mais equipada para banho. Molhes, Cal e Guarita puxam o surfe e pedem cuidado com pedra e corrente. A Prainha reúne gramado e basalto. Itapeva abre as dunas ao sul do parque. Torres fica no extremo norte do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O Censo 2022 do IBGE contou 41.751 habitantes, em 161,6 km². O CEP geral é 95560-000, o DDD é 51 e o gentílico é torrense.

Falésias de basalto e areia dourada na costa, cenário das praias de Torres ao entardecer

Basalto, torres e o desenho da orla

O painel do Parque da Guarita registra que esses morros são os únicos afloramentos rochosos de todo o litoral do Rio Grande do Sul. A rocha é basalto da Formação Serra Geral. No Cretáceo, derrames de lava cobriram o antigo deserto Botucatu, e o mar abriu furnas e a enseada. Torres integra o Geoparque Mundial da UNESCO Caminhos dos Cânions do Sul, reconhecido em 2021, num território de 2.830 km² entre o litoral e a Serra Geral.

O mesmo painel lista 24 praias, da barra do Mampituba ao limite com Arroio do Sal. A menor é a Praia dos Casqueiros, com cerca de 63 metros. A mais longa nesse recorte é a Itapeva, com 3.828 metros. Três morros organizam o miolo urbano: a Torre Norte é o Morro do Farol, entre a Prainha e a Cal; a Torre do Meio é o Morro das Furnas, com cerca de 42 metros; a Torre Sul, na mesma faixa de altura, olha para a Itapeva. A Guaritinha tem cerca de 28 metros. O parque guarda três das sete torres naturais que deram nome ao município. Os números de população e área estão na página do IBGE.

Como chegar e em que ordem descer a areia

As distâncias abaixo são de carro. Feriado, chuva e o movimento da BR-101 no verão mudam o tempo. O veículo cruza o Mampituba pela ponte da rodovia. A Ponte Pênsil, ao lado, é passagem de pedestres.

Origem Distância aproximada Caminho habitual
Porto Alegre 197 km BR-290 (Freeway) e BR-101
Caxias do Sul 175 km Rota do Sol (RS-453/RS-486) e BR-101
Criciúma (SC) 95 km BR-101
Florianópolis (SC) 280 km BR-101

Quem chega por Santa Catarina encontra primeiro os Molhes e a Praia Grande. Quem sobe pela RS-389, a Estrada do Mar, encosta na Itapeva antes do Centro. A pé, a Grande já passa de 2 km. Entre Prainha, Cal e Guarita, pontas de pedra cortam a caminhada na maré cheia. O guia de onde ir em Torres junta praia, mirante e gastronomia. Os 1.011 estabelecimentos do catálogo estão no guia de empresas em Torres.

As seis praias do roteiro

A prefeitura mede as praias em páginas diferentes. A de turismo arredonda a Grande para mais de 2 km e a Itapeva para cerca de 6 km. O texto do parque mede a Grande em 2.200 metros, da Prainha ao rio, e trata os Molhes como os cerca de 500 metros finais. A barra entra uma vez só nessa conta.

Praia Medida divulgada Onde fica Combina com
Praia dos Molhes Cerca de 500 m no fim da Grande Barra do Mampituba, divisa com SC Surfe, molhes e fim de tarde
Praia Grande Mais de 2 km Orla da Avenida Beira-Mar Banho, calçadão e verão cheio
Prainha (Praia do Meio) Cerca de 600 m Entre a Grande e o Morro do Farol Gramado, basalto e fotos
Praia da Cal Cerca de 800 m Entre o Farol e o Morro das Furnas Surfe e praça
Praia da Guarita Enseada entre as torres Dentro do parque estadual Falésia e mar na pedra
Praia de Itapeva Cerca de 6 km na página de turismo; 3.828 m no inventário Sul da Torre Sul Dunas e mar aberto

Praia dos Molhes

A Praia dos Molhes é a faixa mais ao norte do Rio Grande do Sul. O nome vem do Rio Mampituba e dos molhes da barra, no encontro da água doce com o Atlântico e na divisa com Passo de Torres. A página municipal descreve o trecho como ponto de banhistas, surfistas e campeonatos.

Os molhes foram instalados entre 1967 e 1971 para fixar a saída do rio, dar segurança aos barcos de pesca e reduzir enchentes. Há farol nas pontas gaúcha e catarinense, e uma passarela cruza as dunas diante da Praça Zeca Scheffer. Nadar colado à pedra é outro programa, diferente do banho no meio da Praia Grande. Com ondulação grande, o passeio seguro é a passarela. Deste ponto se avista o caminho mais curto até a Ilha dos Lobos, única ilha costeira natural do estado e Refúgio de Vida Silvestre federal do ICMBio. O desembarque é proibido.

Praia Grande

A Praia Grande é a mais movimentada da cidade, com mais de 2 km, quiosques, banheiros e passarelas acessíveis. A Avenida Beira-Mar concentra passeio, esporte, banho de sol e a maior parte dos prédios da orla. É o ponto dos eventos de verão, dos campeonatos e do Réveillon de Torres, um dos mais procurados do estado.

O texto do parque detalha 2.200 metros da Prainha até o Mampituba, já com os Molhes, e um cordão de dunas largo. As passarelas existem para a travessia não pisar a vegetação. Na temporada, a licença da faixa de praia autoriza quiosques de lanche e de cadeira na Grande, nos Molhes, na Prainha, na Cal e na Guarita. Em janeiro a vaga some no meio da manhã. Fora da temporada a areia fica larga e quieta.

Quem se hospeda na Praia Grande ou no Centro chega a pé a uma parte do arco. Os hotéis em Torres somam 20 pousadas e hotéis, com endereços no Centro, na Praia da Cal, no Predial, na Praia Grande e nas Salinas. A escolha prática é a distância a pé até a praia do dia.

Prainha, a Praia do Meio

A Prainha fica entre a Praia Grande e o Morro do Farol, com cerca de 600 metros. É parte do afloramento onde a cidade começou: fundo de pedra, sem dunas, basalto coberto por gramado. A prefeitura indica o gramado para piquenique e fim de tarde e avisa que há trechos impróprios para banho por causa das rochas.

O letreiro com o nome da cidade está nesse trecho, e o movimento segue nos fins de semana mesmo fora de janeiro. É a parada mais fácil entre um café no Centro e a subida do Farol. Quando a pedra fecha o fundo, o banho fica onde a areia abre e onde houver posto na temporada.

Praia da Cal

A Praia da Cal fica entre o Morro do Farol e o Morro das Furnas, com cerca de 800 metros. A prefeitura a descreve como praia de banho e de surf na alta temporada. A Praça Nossa Senhora dos Navegantes reúne os espaços de esporte.

O nome vem dos fornos que, até os anos 1940, queimavam conchas de sambaquis para fabricar cal. No século XIX o areal também era a Praia da Olaria: o barro da Torre do Meio virava tijolo, e as caieiras produziam a cal da vila. Textos de história local descrevem mão de obra escravizada nesses fornos e o desmonte de sambaquis ligados aos povos indígenas da região. Do calçadão da Cal sai o acesso a pé mais usado para o parque.

Pizzarias e bares do catálogo têm endereço na Cal, na Praia Grande, no Centro e no Predial. As listas estão nos restaurantes em Torres e nas pizzarias em Torres.

Praia da Guarita

A Praia da Guarita fica entre a Torre Sul e a Torre do Meio, dentro do Parque Estadual José Lutzenberger. Os rochedos formam uma espécie de baía. A página municipal fala em águas mais abrigadas, ondas procuradas por surfistas e risco por causa das pedras. Na alta temporada, os salva-vidas demarcam os trechos seguros. A mesma página estima cerca de 30 mil visitantes por ano.

O Decreto Estadual 21.540, de 28 de dezembro de 1971, declarou de utilidade pública as glebas ao sul da zona urbana. Em 1981, o Decreto 30.377 criou a área especial de interesse turístico, então com mais de 1.000 hectares. Em 9 de setembro de 1983 o perímetro caiu para pouco mais de 40 hectares. A Lei Estadual 11.884, de 2 de janeiro de 2003, deu o nome de José Lutzenberger, e a gestão passou ao município. O painel conta mais de 100 espécies de aves.

A equipe de Burle Marx participou de um desenho inicial que não foi o jardim implantado. O paisagismo que ficou é o de Lutzenberger. Conchas permanecem na areia: entram no ciclo do cálcio e abrigam o caranguejo-eremita.

Horário, pedestre e veículo

A página operacional publica alta temporada de 15 de dezembro a 1º de maio, das 7h às 19h, e baixa temporada de 2 de maio a 14 de dezembro, das 8h30 às 17h30. A pé e de bicicleta a entrada é sem pagamento. Veículo emplacado em Torres é isento com cadastro. O estacionamento publicado é:

Veículo Alta temporada Baixa temporada
Carro R$ 20 R$ 10
Moto R$ 10 R$ 5
Van R$ 100 R$ 70
Ônibus ou motorhome R$ 150 R$ 100

O quadro já mudou entre verões. Confirme na cancela. O telefone da página da praia é (51) 3626-9150, ramais 702 e 703. Na borda da falésia, mantenha distância do vão. No verão, chegue cedo.

Praia de Itapeva

A Praia da Itapeva começa depois da Guarita. A página de turismo também a chama de Praia de Fora e informa cerca de 6 km. Em tupi, itapeva se traduz como pedra chata. O painel do parque usa outro recorte: Praia de Fora, ali, são 325 metros entre a Torre Sul e a Itapeva, e a Itapeva mede 3.828 metros, a maior das 24 praias do inventário. Na prática, é o primeiro areal longo ao sul das falésias, com dunas e menos prédio do que a Grande.

O Parque Estadual de Itapeva, na página da SEMA-RS, tem 998 hectares. O Decreto Estadual 42.009, de 12 de dezembro de 2002, criou a unidade para conservar dunas, restinga, banhados, turfeiras e mata paludosa. A praia é o limite leste. A trilha interna pede agendamento nos contatos da SEMA. Ao sul seguem a Lagoa do Jardim, com a duna em espiral chamada Monumento do Caracol, e o Paraíso, até Arroio do Sal.

Banho, ondulação e salva-vidas

A balneabilidade muda toda semana. A Fepam monitora o litoral na temporada, nas coletas da Operação Verão. Em 3 de janeiro de 2025, Grande e Prainha apareceram impróprias depois de chuva e praia cheia. Em dezembro de 2025 e em fevereiro de 2026, os pontos do Litoral Norte, incluindo Torres, voltaram a ser classificados como próprios. Consulte o boletim da semana.

O salvamento é sazonal. Em 9 de dezembro de 2025 a prefeitura informou dez guaritas dos Molhes à Guarita. Os postos da Praia Grande, da Prainha, da Cal e da Guarita entraram em escala diária das 8h30 às 18h30. Fora da janela de dezembro a março o posto pode estar vazio. Pedra na Prainha, corrente na barra e fundo irregular na Guarita independem do boletim.

Onde comer e onde ficar perto da areia

O Centro concentra cafeteria, padaria e açaí. Praia da Cal, Praia Grande e Predial puxam o almoço de quem está na orla. No catálogo há 5 restaurantes, 19 pizzarias, 10 churrascarias, 8 casas de comida japonesa, 14 hamburguerias, 14 bares, 17 padarias, 17 endereços de açaí e sorvete e 14 cafeterias.

Pizzarias aparecem no Centro, no Engenho Velho, na Praia da Cal e na Praia Grande. Cafeterias e o açaí concentram-se no Centro, com cafeteria também nos Molhes e na Beira-Mar. A lista de açaí e sorvetes em Torres serve a volta da areia. O café passa pelas cafeterias em Torres e pelas padarias em Torres.

Quem prefere jantar no quarto usa o delivery de comida em Torres. Confirme bairro e taxa, porque no verão o prazo real passa do cardápio. Água e mantimento estão nos mercados em Torres. Os bares em Torres cobrem o fim de tarde. Na hospedagem, Centro facilita Farol e Prainha a pé, Praia da Cal encurta o parque e Praia Grande coloca a canga na frente.

Roteiro pelas praias de Torres

Um dia pede escolha. O arco dos Molhes à Guarita já preenche a luz. Dois dias abrem a Itapeva.

Dia Manhã Tarde Fim de luz
1 Molhes e Praia Grande Prainha e Praia da Cal Guarita, se o portão ainda estiver aberto
2 Itapeva e, com agenda, a trilha do parque Lagoa do Jardim ou a praia preferida Beira-Mar ou Centro

Quem tem só o sábado fica no dia 1. Comece cedo nos Molhes, almoce perto da Grande ou da Cal e entre no parque ainda com sol. Se a falésia for a prioridade, inverta a ordem. Com chuva, a borda da falésia fica escorregadia e o Centro resolve o passeio. Com criança pequena, Grande e o gramado da Prainha são mais simples do que a pedra da Guarita.

Perguntas frequentes

Quais são as praias de Torres de norte a sul?

Molhes, Praia Grande, Prainha, Praia da Cal, Praia da Guarita e Praia de Itapeva, seguidas pela Lagoa do Jardim e pelo Paraíso até Arroio do Sal. O inventário do parque lista 24 praias nesse arco. Várias são trechos curtos da costa sul.

Qual praia de Torres é mais procurada para banho?

A Praia Grande, com mais de 2 km, quiosques, banheiros e passarelas na Beira-Mar. Cal e Prainha ficam mais encaixadas na pedra. Molhes, Guarita e Itapeva dependem da ondulação e do posto do dia. O boletim da Fepam diz se o mar da semana está próprio.

A entrada da Praia da Guarita é paga?

A pé e de bicicleta, a prefeitura informa entrada sem pagamento. Carro, moto, van e ônibus pagam estacionamento, com tarifa mais alta de 15 de dezembro a 1º de maio. Veículo emplacado em Torres pode ser isento com cadastro. Confirme o valor na cancela.

Dá para ir a pé de uma praia a outra em Torres?

Na Praia Grande, sim: são mais de 2 km de areia até a barra. Entre Prainha, Cal e Guarita, a pedra corta a passagem na maré cheia. Itapeva fica depois da Torre Sul. Nas dunas, use a passarela.

A Praia de Itapeva fica dentro do parque estadual?

A praia é o limite leste do Parque Estadual de Itapeva, com 998 hectares, criado em 2002. O banho na areia é livre e a trilha interna pede agendamento na SEMA-RS. A página de turismo fala em cerca de 6 km. O inventário da Guarita mede 3.828 metros.

As praias de Torres ficam sempre próprias para banho?

A condição muda toda semana. A Fepam publica boletim na temporada. Em janeiro de 2025, Grande e Prainha apareceram impróprias. Em outros boletins daquele verão, o Litoral Norte voltou a ser classificado como próprio. Leia o boletim da semana da viagem.

Feche o dia ainda com luz

As praias de Torres se leem de norte a sul, da barra do Mampituba às dunas da Itapeva. De carro, são cerca de 197 km de Porto Alegre, 175 km de Caxias do Sul, 95 km de Criciúma e 280 km de Florianópolis. O DDD é 51.

Uma reserva nos hotéis, uma olhada nos restaurantes e uma parada de açaí fecham o dia. Horário de parque, tarifa, salva-vidas e boletim da Fepam mudam. Chegue cedo e use a passarela da duna.

Guia de Torres

Escrito por Guia de Torres

Equipe editorial do Guia de Torres, dedicada a organizar informações úteis sobre comércios, serviços e atrações de Torres-RS.

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