Falésias de basalto, praia e farol na costa de Torres, cenário do roteiro do que fazer em Torres

O que fazer em Torres: roteiro de praias, Guarita, Farol e gastronomia

Torres junta, em poucos quilômetros de orla, torres de basalto, praia urbana e o rio que faz a divisa com Santa Catarina. Quem pesquisa o que fazer em Torres acha um roteiro curto de carro e longo de paisagem, com tempo para mesa, mirante e um fim de tarde no Morro do Farol.

Resposta rápida

O que fazer em Torres cabe num fim de semana. De norte a sul, a orla passa pela Praia dos Molhes, Praia Grande, Prainha, Praia da Cal, Praia da Guarita, Praia de Itapeva e Praia da Lagoa do Jardim, também chamada de Paraíso. O Parque Estadual José Lutzenberger guarda as falésias da Guarita. O Morro do Farol, a Torre Norte, abre a vista da cidade e da Ilha dos Lobos.

A cidade está no extremo norte do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, colada a Passo de Torres (SC), com o Rio Mampituba no meio. O Censo 2022 do IBGE contou 41.751 habitantes. O CEP geral é 95560-000 e o DDD é 51. A área territorial fica em torno de 162 km².

Falésias de basalto, praia e farol na costa de Torres, cenário do roteiro do que fazer em Torres

Como chegar e em que ritmo visitar

O acesso de carro evita perder a manhã em baldeação. As distâncias são de percurso rodoviário. Chuva, feriado e o movimento da BR-101 no verão mudam o tempo de viagem.

Origem Distância aproximada Caminho habitual
Porto Alegre 197 km BR-290 (Freeway) e BR-101
Caxias do Sul 175 km Rota do Sol (RS-453/RS-486) e BR-101
Criciúma (SC) 95 km BR-101
Florianópolis (SC) 280 km BR-101

De Porto Alegre, a Freeway encontra o litoral e a BR-101 segue para o norte. De Criciúma e de Florianópolis o corredor é o mesmo, no sentido sul, com a travessia do Mampituba já em área urbana. Da Serra, a Rota do Sol desce a encosta e acha a BR-101 antes de Torres.

O gentílico é torrense. No verão a população flutuante muda fila, vaga e horário de cozinha. Fora da temporada, Farol, Ponte Pênsil e uma cafeteria do Centro cabem sem reserva. O guia de onde ir em Torres junta praias, mirantes, gastronomia e hospedagem.

As praias, de norte a sul

A costa se lê da barra do rio às dunas do sul. Maré, vento sul e ressaca mudam o banho de um dia para o outro. Antes de entrar na água, olhe o boletim de balneabilidade da Fepam, sobretudo depois de chuva forte.

Praia Onde fica Para quem combina
Praia dos Molhes Barra do Mampituba, divisa com SC Surfe, molhes e pôr do sol
Praia Grande Orla urbanizada, cerca de 2 km Banho, calçadão e verão cheio
Prainha (Praia do Meio) Trecho central, entre rochas Basalto, gramado e praças
Praia da Cal Entre o Farol e o Morro das Furnas Surfe e praia encaixada
Praia da Guarita Dentro do parque estadual Falésia, trilha e mar na pedra
Praia de Itapeva Sul da Guarita Dunas e paisagem aberta
Lagoa do Jardim / Paraíso Extremo sul da orla Trecho quieto, junto à lagoa

A Praia dos Molhes fica na barra do Mampituba. É ponto de surfe e de caminhada nos molhes. Corrente da foz e pedra molhada pedem atenção: com ondulação grande, o programa é observar.

A Praia Grande tem cerca de 2 km, com a Avenida Beira-Mar urbanizada. No verão é o trecho mais cheio. As passarelas protegem as dunas, e a prefeitura planta margarida-das-dunas nesses corredores. Use a passarela.

A Prainha, ou Praia do Meio, reúne basalto, gramado e praças num trecho central, fácil de encaixar entre um café e o fim da tarde.

A Praia da Cal, entre o Morro do Farol e o Morro das Furnas, tem cerca de 800 metros. O nome vem dos fornos que, até a década de 1940, queimavam conchas de sambaquis para fazer cal. Ao lado fica a Praça Nossa Senhora dos Navegantes.

A Praia de Itapeva abre as dunas ao sul da Guarita. O Parque Estadual de Itapeva, com 998 hectares sob a SEMA-RS, protege restinga e banhados, com regras próprias para o interior. A Praia da Lagoa do Jardim, ou Paraíso, fecha a orla num trecho mais reservado. Confirme acesso e mar no dia.

Parque Estadual da Guarita

O Parque Estadual José Lutzenberger, o Parque da Guarita, é o cartão da cidade e um geossítio do Geoparque Mundial da UNESCO Caminhos dos Cânions do Sul. Torres integra esse território. O contraste é direto: colunas de basalto, mar e uma praia também usada por surfistas.

A área começou com o Decreto Estadual 21.540, de 28 de dezembro de 1971, que declarou de utilidade pública duas glebas ao sul da zona urbana. Em 14 de outubro de 1981, o Decreto 30.377 reconheceu o parque como área especial de interesse turístico. O paisagismo teve projeto de Burle Marx. Em 2003, a Lei Estadual 11.884 deu o nome de José Lutzenberger, agrônomo que incentivou a criação da unidade. São cerca de 40 hectares e mais de cem espécies de aves, segundo a prefeitura.

Pedestres e ciclistas têm entrado sem pagar nas regras publicadas pelo município. Carro, moto, van e ônibus pagam tarifa de temporada, e veículo emplacado em Torres pode ter isenção mediante cadastro. Horário e valor mudam entre o verão e o resto do ano. Confirme o quadro na página da Prefeitura de Torres.

Animais domésticos ficam na guia e não vão para a areia. Fogueira, churrasco e rede de pesca estão fora. O lixo volta com quem levou. Em dia de vento forte, a borda da falésia não é lugar de foto apoiada no vazio. Chegue cedo pela orla da Cal: no verão a vaga de carro acaba na hora do almoço.

Morro do Farol, igreja e as três torres

O Morro do Farol é a Torre Norte, a primeira que se vê ao chegar pelo lado de Santa Catarina. Sobe-se de carro e de bicicleta. Do alto aparecem a cidade, as praias, a Guarita e a Ilha dos Lobos. Entre agosto e novembro o mirante serve de observatório das baleias-francas. É também a rampa de paraglider e parapente. A prefeitura indica dezembro a março como o período mais favorável ao voo, sempre com operador no local e conforme o vento.

Em 1777 o morro já tinha um cemitério indígena e o Forte de São Diogo. O primeiro farol, de aço, foi inaugurado em 25 de janeiro de 1912 e funcionou até 1928. A peça, comprada na França em 1908, veio de Laguna em carretas de boi. De 1928 a 1952 houve uma estrutura provisória, com lampião. O farol atual, de alvenaria, data de 1952, está desativado e serve ao ICMBio como observatório de fauna. O relato está na página do Morro do Farol.

Na mesma subida fica a Igreja Matriz São Domingos, começada em 1819 e inaugurada em 25 de outubro de 1824. A tradição local fala em três torres: Norte, Centro e Sul. São Domingos das Torres virou vila em 21 de maio de 1878 e município em 22 de janeiro de 1890, já com o nome Torres. A torre do templo é de 1898. O prédio é patrimônio estadual desde 1983 e teve restauro concluído em abril de 2017. O padroeiro tem feriado em 8 de agosto. Farol e igreja fecham o primeiro fim de tarde. Leve um casaco.

Ponte Pênsil, Ilha dos Lobos e Lagoa do Violão

A Ponte Pênsil liga Torres a Passo de Torres só para pedestres, em madeira e cabos de aço, sobre o Mampituba. No dia da inauguração, em 1985, a estrutura cedeu sob o peso das pessoas, sem vítimas. Em fevereiro de 2023 houve novo rompimento parcial por excesso de gente. A reinauguração foi em junho de 2024.

Desde o acordo de dezembro de 2025, o limite é de dez adultos ao mesmo tempo. Motos, bicicletas e saltos estão fora. Há fechamento em noites de Natal, Réveillon, Carnaval e na procissão de Nossa Senhora dos Navegantes. O carro usa a ponte da BR-101. A travessia a pé, com pouca gente e luz de fim de tarde, continua sendo um dos passeios mais claros da divisa.

A Ilha dos Lobos é a única ilha costeira natural do Rio Grande do Sul e refúgio de vida silvestre federal, gerido pelo ICMBio. O desembarque é proibido. Drone e pesca também não entram na unidade. Caiaque e stand up paddle pedem agendamento no canal oficial até as 15h do dia anterior, com equipamento próprio. Passeio de barco só com embarcação autorizada. A janela divulgada tem sido das 6h às 17h, sujeita a pesquisa. A primavera concentra lobos-marinhos, leões-marinhos e a passagem de baleias-francas.

A Lagoa do Violão fica na malha urbana, perto do Centro. Serve para caminhada, bicicleta e atividades na água, e encaixa numa manhã de tempo instável sem voltar à orla.

Onde comer sem perder o roteiro

A comida acompanha a geografia. O Centro concentra cafeteria, padaria e açaí. Praia da Cal, Praia Grande e Predial puxam o almoço de quem não quer atravessar a cidade no meio do sol.

No catálogo há 5 restaurantes de cozinha variada, 19 pizzarias, 10 churrascarias, 8 casas de comida japonesa, 14 hamburguerias, 14 bares, 17 padarias, 17 endereços de açaí e sorvete e 14 cafeterias. O conjunto do guia passa de mil estabelecimentos. Os números dimensionam a oferta. Horário, distância e reserva decidem a escolha, sobretudo em janeiro.

Para sentar à mesa, comece pelos restaurantes em Torres. Pizza, churrasco e petisco têm listas próprias: pizzarias, churrascarias e bares. As pizzarias aparecem no Centro, no Engenho Velho, na Praia da Cal e na Praia Grande, então a taxa de entrega muda com o bairro.

As cafeterias em Torres estão sobretudo no Centro, com alternativa na Praia Grande. Padarias aparecem no Centro, na Praia da Cal e em Getúlio Vargas: padarias em Torres. Açaí e sorvete, na volta da areia, estão em açaí e sorvetes.

Quem não quer sair à noite usa o delivery de comida em Torres. Confirme área, taxa e horário, porque no verão o prazo real passa do cardápio. Para o café da pousada, os mercados em Torres atendem o Centro, o Jardim Eldorado e a Vila São João.

Onde ficar e como repartir os dias

Os hotéis em Torres somam 20 pousadas e hotéis no catálogo, entre Centro, Praia da Cal, Predial e Praia Grande. A decisão prática é a distância a pé até a praia que você vai usar. Estacionamento, café da manhã e cancelamento pesam mais do que a foto da fachada. Em janeiro, feche a reserva direto com a hospedagem e guarde o comprovante.

O Festival Internacional de Balonismo, apresentado pela prefeitura como o maior da América Latina, acontece no Parque do Balonismo, o Parque Odilo Webber Rodrigues. A data muda a cada edição. Se a viagem coincidir com os voos, deixe uma manhã livre. O Farol também vira plateia nesses dias.

Dia Manhã Tarde Noite
1 Molhes e Praia Grande Prainha, Cal e subida ao Farol Jantar no Centro ou na orla
2 Parque da Guarita Itapeva e, se der, Lagoa do Jardim Ponte Pênsil, se estiver aberta
3 Lagoa do Violão e Igreja São Domingos Café e um último banho Volta, ou manhã de balonismo

Dois dias também funcionam, se o terceiro entrar no fim do segundo. Saia cedo para os Molhes e deixe o pôr do sol no Farol. Se a ponte tiver interdição noturna, atravesse com luz e volte pela BR-101.

Chuva grossa empurra o programa para o Centro, a igreja e o guia de empresas em Torres; o roteiro completo para dia nublado está em o que fazer em Torres com chuva. Trilha molhada na borda da falésia fica para outro dia. Com criança, Praia Grande, Lagoa do Violão e a parte plana da Guarita encaixam melhor. O roteiro da família está em o que fazer em Torres com crianças. Fora do verão, com praias vazias e lobos-marinhos na Ilha dos Lobos, veja Torres no inverno.

Perguntas frequentes

O que fazer em Torres em um dia só?

Comece cedo nos Molhes e na Praia Grande, almoce perto da orla, passe pela Prainha e pela Praia da Cal e feche no Morro do Farol. Se a Guarita for prioridade, troque a Cal pelo parque e deixe o Farol para o pôr do sol.

Qual praia de Torres é melhor para banho?

A Praia Grande é a mais procurada para banho e estrutura, com cerca de 2 km de orla urbanizada. Cal e Prainha são mais encaixadas na pedra. Molhes, Guarita e Itapeva dependem da ondulação. Consulte o boletim da Fepam no dia.

O Parque da Guarita cobra ingresso?

Pedestres e ciclistas têm entrado sem pagar nas regras recentes da prefeitura. Veículos pagam tarifa, que muda com a temporada e o porte. Morador com carro cadastrado em Torres pode ter isenção. A tabela de verão não vale o ano inteiro.

Dá para subir de carro no Morro do Farol?

Sim. Há acesso de carro e de bicicleta até o mirante da Torre Norte, com vista das praias, da Guarita e da Ilha dos Lobos. Entre agosto e novembro é ponto de observação de baleias-francas. O voo livre sai da rampa, com mais frequência de dezembro a março.

Pode desembarcar na Ilha dos Lobos?

Não. A ilha é refúgio de vida silvestre federal e o desembarque é proibido. A visita é de observação, de caiaque ou stand up paddle com agendamento, ou de barco autorizado pelo ICMBio. Drone e pesca estão vedados. O agendamento vai até as 15h do dia anterior.

Quantos dias ficar em Torres?

Dois dias cobrem praias, Guarita e Farol. Três dias abrem Itapeva, Ponte Pênsil, Lagoa do Violão e a igreja, com tempo de repetir a praia preferida. Na semana do balonismo, some uma manhã no Parque Odilo Webber Rodrigues e reserve a hospedagem antes.

Torres fica em Santa Catarina ou no Rio Grande do Sul?

Torres fica no Rio Grande do Sul, no extremo norte do Litoral Norte, colada a Passo de Torres (SC). O Rio Mampituba faz a divisa. O Censo 2022 do IBGE contou 41.751 habitantes e o DDD é 51. De carro, a travessia usa a ponte da BR-101. A Ponte Pênsil, reinaugurada em junho de 2024, é só para pedestres, com limite de dez adultos por vez.

Feche o roteiro antes da estrada

O que fazer em Torres se organiza em três camadas: a sequência de praias de norte a sul, os mirantes da Guarita e do Farol, e a mesa entre Centro e orla. São cerca de 197 km de Porto Alegre, 175 km de Caxias do Sul, 95 km de Criciúma e 280 km de Florianópolis. Com o DDD 51, uma reserva de hotel e uma olhada nas cafeterias e nos restaurantes fecham o fim de semana.

Horário de parque, tarifa de veículo, interdição da Ponte Pênsil e visitação da Ilha dos Lobos mudam. A prefeitura e o ICMBio publicam o quadro atual. A Fepam atualiza o mar. Chegue cedo, use a passarela e guarde o pôr do sol para o alto da Torre Norte.

Guia de Torres

Escrito por Guia de Torres

Equipe editorial do Guia de Torres, dedicada a organizar informações úteis sobre comércios, serviços e atrações de Torres-RS.

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